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Neutralidade

No que se refere à política externa, a Suíça procura se ater ao princípio da neutralidade porem ela não desempenha, de forma alguma, um papel indiferente na política mundial: desde 2002, a Suíça é membro da ONU e também co-atua, de forma ativa, nas organizações especiais da ONU. Além disso, a Suíça vem se envolvendo há muito tempo em importantes organizações político-econômicas, tais como a Associação Europeia de Livre Comércio EFTA.

Durante mais de 500 anos, o lema “não interfiram nos litígios estrangeiros”, do conhecido São Niklaus von Flüe (1417 – 1487), dominou a política suíça. O país é neutro desde 1515, o que também foi reconhecido após as guerras napoleônicas de 1815 pelas grandes potências europeias. Nenhum outro país na Europa pode lançar um olhar retrospectivo a uma tradução tão longa de neutralidade. Porém, desde o fim da Guerra Fria, a Suíça afrouxou a sua compreensão de neutralidade. Pelo fato de o papel da OTAN ter alterado sua atuação – servindo muito mais a missões de manutenção da paz – a Suíça aderiu, em 1996, ao programa “Parceria para a paz” da OTAN. Graças à sua neutralidade, a Suíça frequentemente atua como mediadora e em alguns casos, os diplomatas suíços chegam a representar os interesses de países que não mantêm um contato oficial uns com os outros. Para tanto, a Suíça oferece seu território neutro para delicados encontros políticos e conferências.
 
Última atualização em: 08.12.2009
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